Teixeira de Pascoaes: um agressor de Plotino
DOI:
https://doi.org/10.21747/21828954/ely26a6Resumo
A partir de uma leitura exegética da II Enéada de Plotino, proponho um cotejamento entre a posição neoplatónica de Plotino e a posição heterodoxa de Teixeira de Pascoaes, defensor de um gnosticismo marcionita, tal como descrito no prefácio a São Jerónimo da autoria de António M. Feijó. Partindo do mito fundador do gnosticismo, colocarei em discussão as linhas fortes do gnosticismo marcionita de Teixeira de Pascoaes, a partir de alguns excertos de São Paulo (1934), a primeira biografia romanceada do autor. Esta leitura permitirá perceber o modo como o sistema poético de Pascoaes, de clara índole gnóstico-marcionita, entra em colisão directa com o sistema de Plotino, justamente a partir do dualismo irresoluto do poeta.
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